quarta-feira, 12 de maio de 2010

P2P: A tendência é compartilhar.




Compartilhamento. Esse é o princípio fundamental das redes peer-to-peer. Redes ponto-a-ponto são locais de troca de arquivos em que os usuários são ao mesmo tempo servidor e cliente, dependendo de quem solicita ou fornece o documento. Essa dupla identidade recebe no campo da informática o nome de “Servents”, um misto de servidor e cliente, que utiliza essa plataforma. As redes P2P são utilizadas no ambiente da internet e também em redes móveis “Ad Hoc”, que não possuem um nó ou terminal especial para o qual todas as comunicações convergem.

Os arquivos trocados através das redes P2P são de vários gêneros, mas o grande destaque fica para a indústria de entretenimento com as músicas em formato MP3 sendo as mais compartilhadas.Essa popularização da internet, gerou muita dor de cabeça às gravadoras e os direitos autorais foram ignorados.

O Napster, programa de compartilhamento de arquivos em rede peer-to-peer, criado há 11 anos por Shawn Fanning, que na época com 19 anos visava apenas compartilhar arquivos em formato MP3 com os seus amigos, causou muita confusão com a indústria musical. O brilhante jovem norte-americano não tinha noção de que sua criação iria mudar a forma de consumir, piratear e divulgar música. Diante do desgosto da indústria fonográfica, o Napster foi o primeiro a enfrentar a grande batalha judicial o qual teve como adversário a Banda Metallica. Entretanto, outras bandas como o Hadiohead mais recentemente, revelaram ser adeptos da divulgação de seu trabalho no formato MP3 em redes P2P e causaram muita polêmica pela atitude.

Um dos maiores benefícios das redes peer-to-peer nesse âmbito, foi o fato de artistas tornaram-se cada vez mais independentes das grandes gravadoras e maduros e criativos o suficiente a ponto de eles mesmos produzirem e divulgarem o seu trabalho. Ao mesmo tempo que a divulgação de material fonográfico pode não afetar as grandes bandas, os artistas iniciantes tendem a encontrar grandes obstáculos para se firmar.Por outro lado, a plataforma P2P atingiu os direitos autorais das gravadoras e foi o motivo do declínio de muitas.

Hoje, programas como o Emule, Kazza, Morpheus, Áudio Galaxy perderam espaço para sites de Torrents como o já censurado The Pirate Bay e sites que disponibilizam downloads como o 4Shared e Shareaza. No Brasil, a discussão demorou a chegar aos tribunais, mas teve sua primeira condenação pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. A ação foi movida contra a rede de compartilhamento P2P K-Lite. A empresa não disponibilizou o download de arquivos até instalar um filtro de proteção à obras com direitos autorais. Uma ação isolada que não freia o que acontece no mundo. As redes P2P se popularizaram e mudaram efetivamente o compartilhamento de arquivos entre os internautas e até promoveram o lucro para uns e o declínio para outros. Depois delas a indústria musical jamais foi a mesma.

Por Elisa Jacques

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