quarta-feira, 12 de maio de 2010

Jornalismo Colaborativo.

Jornalismo Colaborativo.


O termo “Jornalismo Colaborativo”, ou ainda, “Citizen Journalism (Jornalismo Cidadão)”, “Networked Journalism (Jornalismo em rede)”, “Grassroots Journalism (Jornalismo de Raiz)”, “Jornalismo Amador”, Jornalismo Participativo” ou “Jornalismo Open Source”, remete ao fato de um conteúdo ser produzido por cidadãos os quais não possuem uma formação jornalística. Quaisquer indivíduos possuem o livre arbítrio de produzir uma matéria e, com a colaboração de um profissional, ou não, publicá-la.

Nessa prática, a estrutura da matéria é modificada. O uso da primeira pessoa, por exemplo, é admitido; enquanto que, no jornalismo tradicional, isso seria visivelmente proibido.

Há inúmeras pessoas as quais confundem o Jornalismo Cidadão com o Jornalismo Cívico. Este é feito por profissionais formados e é voltado para a cobertura jornalística dos veículos de impressa com foco no cidadão.

Por ser um aplicativo recente, muitas empresas ainda relutam e têm dúvidas sobre como fazer uso desse artifício. Todavia, grandes portais brasileiros de notícia já utilizam informações, fotos e textos de internautas que fazem esse papel colaborativo.

Quem pratica esse “Novo Jornalismo”, obviamente o defende com fervor. Relata que é uma forma de democratizar a informação, pois qualquer indivíduo teria a permissão de colaborar com a formação da notícia. Ademais, moradores de pequenas comunidades buscam jornais locais que relatam assuntos de um cotidiano mais restrito, portanto, nada seria mais realista, na opinião de alguns, se as próprias pessoas que residem na região elaborassem as matérias destes veículos de circulação.

Num artigo publicado em 2003, pela Online Journalism Review, J.D. Lasica classifica a mídia do Jornalismo Cidadão em seis tipos:

  1. participação do público através de comentários no rodapé das matérias, blogs de colunistas que aceitam comentários, uso de fotos e filmagens feitas por leitores, ou matérias escritas localmente por moradores de comunidades;
  2. websites jornalísticos independentes (como o Drudge Report);
  3. websites de notícias totalmente alimentados por usuários (OhMyNews, WikiNews);'
  4. websites de mídia colaborativa e contribuitiva (Slashdot, Kuro5hin);'
  5. outros tipos de "mídia magra" (listas de discussão, boletins por correio eletrônico);
  6. websites de transmissão pessoal (podcasting de áudio e vídeo, blogs, fotologs.

No Brasil, diversos jornais e veículos de mídia tradicionais já fazem uso desse aplicativo e recebem contribuições do público para comporem suas colunas. O pioneiro dessa inocação foi o portal iG, com a seção Leitor-Repórter, criada em 2000 e, posteriormente, extinta. Todavia, para a maior parte dos teóricos, esse não é, um real exemplo de Jornalismo Cidadão, mas sim, apenas um aproveitamento comercial do material gerado por leitores.

Sabe-se que, em junho de 2009, foi criada uma lei a qual não exigia mais a obrigatoriedade do diploma universitário no curso de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo para o exercício da profissão. No entanto, é evidente que as técnicas necessárias para a composição de um texto são de extrema importância para um profissional da área. Dessa forma, uma graduação, e consequentemente, o recebimento do diploma, garantem, significativamente, a aptidão de um indivíduo no que se refere à publicação de matérias num jornal e/ou revistas.

Assim, torna-se evidente que o Jornalismo Colaborativo, como já diz o próprio nome, deve ser encarado apenas como uma colaboração de um indivíduo sem formação no curso de Jornalismo. O real profissional, então, poderá recolher as informações arrecadadas por esse cidadão e, a partir do momento que a veracidade dos fatos fosse checada, a matéria poderia ser publicada.



Jornalismo Colaborativo (slide):

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