Tudo está bem arraigado agora, mas ainda é difícil enxergamos a aplicação dessas definições em nossa realidade. No mundo virtual tudo parece mais fácil. Todos esses conceitos se transferiram para as redes sociais, e sem dúvida, bem mais postos em prática, fizeram bem mais sucesso. A internet é um espaço mágico que tem uma capacidade única de aproximar as pessoas. A interação é feita na base de mensagens online em sites como Orkut, Twitter, Facebook, Messenger e os famosíssimos Blogs; e a rapidez com que tudo acontece é desconcertante. Em frações de segundos um indivíduo pode se tornar ‘amigo’ de dezenas de pessoas e a intimidade entre ambos é adquirida na mesma velocidade. No mundo virtual as aplicações de capital social alcançam patamares absurdos. A complexidade dessas redes de relacionamento e interatividade é tanta, que o conceito de capital social foi sobreposto por outro que, segundo Cris Dias (autor do cap. ‘Capital Social/ Whuffie’ no livro ‘Para entender a internet’), “é muito mais sexy”. O termo Whuffie foi designado para representar o lucro que se adquire através da interação social no mundo virtual. Ele deixa de se restringir apenas ao capital social conquistado pelo internauta freqüentador das redes sociais, e passa a ser uma composição da reputação, das conexões, das realizações, da influência e da relevância de suas exibições. Recebem Whuffies (ganham mais reputação e destaque) aqueles que têm nas redes perfis atrativos, aqueles que realizam boas ações, conversam sobre diversos assuntos com todos, têm fotos super produzidas; enfim aqueles que ganham notoriedade por alguma performance no mundo virtual e deixam de ser mais um para se tornar ‘ o cara’ . Tornam-se pessoas admiradas, com seguidores por todas as redes, têm muitas vezes sua fama estendida para o mundo real e ganham dinheiro vivo com isso. É como se as pessoas se tornassem marcas e o retorno para sua aparição fosse mais aparição. Seus estilos são almejados e formam uma economia virtual onde a moeda da boa reputação leva qualquer um à posição de famoso. É uma chance única de se tornar celebridade e descobrir que no fundo somos todos comuns, iguais uns aos outros.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Capital Social/ Whuffie
Em um mundo onde o próprio homem é capital, o conceito de capital social não é novidade para ninguém. Ele já existe há muito tempo, mas só no final do século passado a atribuição de um nome foi feita. Mas se essa já é uma constante na vida das pessoas, então por que as definições em torno do assunto são tão complexas? Alguns estudiosos trabalham com o conceito no plano individual, apontando a capacidade de relacionamento do indivíduo, sua rede de contatos sociais baseada em expectativas de reciprocidade e comportamento confiáveis que, no conjunto, melhoram a eficiência individual. Outros argumentam que no plano coletivo, o capital social ajudaria a manter a coesão social, pela obediência às normas e leis; a negociação em situação de conflito e a prevalência da cooperação sobre a competição, o que resultaria numa sociedade mais aberta e democrática. Na verdade, o capital social se fundamenta nas duas teorias; nas relações entre os atores sociais que estabelecem obrigações e expectativas mútuas, estimulam a confiabilidade nas relações sociais e agilizam o fluxo de informações, internas e externas. O capital social é a contribuição que o individuo presta a sociedade por meio da interação e serve para aproximar cada vez mais as pessoas.
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