Primeiro, vamos esclarecer uma dúvida muito freqüente: a diferença entre um hacker e um cracker. O hacker é alguém que muda alguns programas através de técnicas simples e inteligentes. A palavra “hack” foi criada nos anos 50 para falar sobre modificações (positivas ou negativas) em itens eletrônicos, e cracker vem de “cracking”, que é o mesmo que quebra. Os hackers e crackers são pessoas inteligentes, porém, enquanto os hackers usam sua inteligência para o bem, os crackers a usam para o mal.
Na maioria das vezes quando um site é invadido pelos crackers, são colocadas mensagens ofensivas, normalmente relacionadas à política. Os sites do Pentágono e do FBI, nos Estados Unidos, são duas vítimas preferidas dos crackres de todo o mundo. No Brasil, sites do PT e do PMDB já foram invadidos. Nem Rubens Barrichello foi poupado, também tendo seu site oficial violado. O que eles ganham fazendo isso? Poder, fama e até dinheiro, no caso de uma invasão a uma conta bancária, por exemplo.
Muitos hackers são contratados por sites para que descubram vulnerabilidades que crackers poderão utilizar para invadir esses sites. Nesse caso, o hacker está realizando uma boa ação, pois está ajudando o site a se tornar mais seguro. O gosto pelo desafio e pela superação de seus próprios limites são duas características fundamentais aos melhores hackers. Mas algo no comportamento hacker que merece tanto destaque quanto, é o gosto por documentar e compartilhar a forma como ele conseguiu vencer um desafio e, consequentemente, permite que outras pessoas possam aprender com suas descobertas. É uma atitude que possui um desejo íntimo de construir um mundo a partir de uma inteligência coletiva.
Dessa forma, um hacker é também um contador de histórias, dos mitos e das magias que ele desvenda em sua maneira de se apropriar da tecnologia. Essa maneira de se apropriar da tecnologia é também uma forma essencialmente prática de encarar a vida: descobrir problemas, encontrar soluções, documentar processos e compartilhar de forma livre na rede com as outras pessoas.
Para ser um bom hacker, é preciso não ter medo de compartilhar o que se aprendeu, é preciso não ter receio de abrir informações, é preciso acreditar que a inteligência coletiva pode levar a construção de novas possibilidades de convivência e de experiência de mundo melhor do que a competição pura e simples permitiu até hoje.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
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