Luiz Filipe Freire
Pessoas que antes viviam no anonimato se tornaram verdadeiras celebridades depois que os vídeos em que aparecem fazendo algo inusitado caíram na rede. Susan Boyle, a mulher de meia idade que impressionou a todos, num show de calouros, com a sua belíssima voz, em 2009, é um dos mais recentes exemplos. A piauiense Stefhany, que teve um de seus videoclipes musicais amadores postado no YouTube, hoje já faz shows por todo o Brasil. Solange, conhecida como a gaga de Ilhéus, fez sucesso com seus vídeos; hoje, é contratada da Rede Record para atuar em programas humorísticos da emissora. E esses são poucos nomes da imensa lista de casos parecidos.
Entretanto, nem sempre a fama vem para os “protagonistas” de um vídeo de sucesso, pelo menos não da maneira como aconteceu com Susan Boyle, Stefhany e Solange. Isso porque esses indivíduos são dos mais diversos tipos, desde bebês dando risadas engraçadas até aventureiros que se arriscam em manobras radicais (e quase sempre caem). O que vale mesmo é a criatividade, aliada a um conteúdo de impacto, que chame a atenção, que leve os internautas a querer mostrar o vídeo para seus amigos, espalhando-o, assim, pela rede.
Mas, vale lembrar que o termo “virais” não só se enquadra para vídeos. De maneira geral, costuma-se chamar de viral tudo o que se espalha com facilidade pela Internet, como se de fato fosse um vírus. O vocábulo já diz tudo: “gera uma febre”, “contamina”. Existem, inclusive, estudos sobre o marketing viral, de forma que várias empresas têm investido na ideia de divulgar seus produtos dessa forma tão criativa, eficiente e gratuita. Ou seja, de uma forma ou de outra, o marketing viral está associado à divulgação de vídeos, o que nos leva a reconhecer que o termo é majoritariamente empregado nesse âmbito, mas sem esquecer de que o mesmo pode ter um sentido bem mais abrangente.
Outra característica bastante interessante de se analisar nesse tema é a questão da rapidez proporcionada pela Internet, fator essencial para que esses vídeos virais se espalhem com agilidade e, em pouco tempo, alcancem milhões de visualizações. Tal rapidez só é possível atrelada à existência das redes sociais, que, como verdadeiras teias de aranha, interligam o mundo todo e fazem de um vídeo um grande sucesso. É importante ressaltar, a partir disso, que há virais que viram “febre” de acordo com certos limites geográficos, devido a diferenças culturais, da língua, etc. Um vídeo de Solange (“a gaga de Ilhéus”), por exemplo, não faz o menor sentido para alguém que mora fora do Brasil e não sabe português, visto que o humor da gravação consiste justamente no quanto a personagem se atrapalha ao falar diversas palavras da Língua Portuguesa. Já o famoso vídeo de Susan Boyle se revelando como intérprete musical, através de recursos como legendas para quem não entende inglês, teve inteiras condições de se difundir pelo mundo e de se consagrar como sucesso na rede.
Portanto, é interessante que o fenômeno que ocorre em torno dos virais seja entendido e observado mais de perto, afinal, é uma realidade difícil de ser ignorada por quem vive conectado à Internet. Vez ou outra surge um novo vídeo engraçado ou, no mínimo, interessante de alguma outra forma, e que merece que percamos alguns poucos minutos vendo seu conteúdo. É bem verdade que não tem como saber se um determinado vídeo vai se tornar “febre” na Internet. É algo que simplesmente acontece a partir de “ingredientes” que ainda estão sendo estudados, apesar de já sabermos alguns, como a criatividade. Mas, uma coisa é certa: basta ser algo diferente de quase tudo o que as pessoas já viram na vida, seja na TV ou na própria Internet.
Abaixo, um vídeo sobre o tema.
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