quarta-feira, 12 de maio de 2010
Lixo Eletrônico
Conseqüência do consumo cada vez mais veloz de produtos eletro-eletrônicos, esses resíduos não encontram, em maior parte dos casos, uma destinação adequada. Ao serem descartados em ambientes não preparados, podem contaminar o solo, a água e o ar com substâncias como alumínio, mercúrio e chumbo, tornando-se, então, um problema de saúde pública.
O volume crescente desses resíduos deve-se principalmente ao consumo acelerado e ao pouco tempo de aproveitamento dos aparelhos. Ao serem produzidas novas tecnologias, a mídia cria uma idéia de que os aparelhos que possuímos já estão ultrapassados, incentivando a corrida pelo consumo. O consumidor, por sua vez, muitas vezes não possui informação aprofundada do assunto e ignora as ações das empresas nesse sentido, acabando por contribuir com o ciclo de consumo/descarte de eletrônicos.
Se o consumo e o descarte são o lado mais perceptível do problema, a produção não é menos relevante quando o assunto é lixo eletrônico. Os fabricantes muitas vezes se utilizam de matérias primas e mão-de-obra de grande impacto ambiental e social. Há também os resíduos produzidos durante a fabricação, comumente exportados para países como China e Índia, onde são manipulados por trabalhadores em condições insalubres.
Contrariando a maioria, algumas empresas já demonstram interesse em diminuir esses impactos negativos. Ano passado a Samsung lançou o Reclaim, modelo de celular feito com cerca de 70% de material que pode ser reciclado e mais biodegradável e a Dell, segunda maior fabricante de computadores pessoais do mundo, baniu a exportação de resíduos eletrônicos para países como China, Índia e Paquistão e se comprometeu a não terceirizar o processo de reciclagem a empresas que utilizam mão-de-obra infantil.
Mas o mais animador talvez seja o EcoATM, ainda em fase de testes nos Estados Unidos. Nessa máquina deposita-se o aparelho inutilizado, ela avalia sua composição e em seguida emite um vale que pode ser usado para ajudar uma cooperativa de reciclagem ou como desconto na compra de um novo eletrônico.
Além das iniciativas de alguns fabricantes, há ainda ONGs e projetos sociais voltados para a diminuição dos impactos causados pelo lixo eletrônico. O Greenpeace possui uma publicação chamada Guide to greener eletronics, que monitora as ações das grandes empresas de eletrônicos nesse sentido. A rede MetaReciclagem promove uma lista de doadores de eletrônicos e interessados, ampliando o tempo de utilização dos aparelhos e promovendo a inclusão digital.
No Brasil, foi aprovado pela Câmara dos Deputados o projeto da Política Nacional dos Resíduos Sólidos. Esse projeto, entre outras especificações, determina a chamada ‘logística reversa’, que responsabiliza os fabricantes pela coleta dos seus produtos descartados. Ele deverá ainda passar pelo Senado e ser sancionado pelo presidente.
Antes mesmo da reciclagem, muita coisa pode ser feita: aproveitar-se ao máximo os aparelhos eletrônicos por meio de doações, por exemplo. Mas o problema do lixo eletrônico ainda é de pouco conhecimento da população em geral e quanto mais informações sobre o assunto, mais pode ser feito em benefício da sociedade e do meio ambiente.
Ética Hacker
Na maioria das vezes quando um site é invadido pelos crackers, são colocadas mensagens ofensivas, normalmente relacionadas à política. Os sites do Pentágono e do FBI, nos Estados Unidos, são duas vítimas preferidas dos crackres de todo o mundo. No Brasil, sites do PT e do PMDB já foram invadidos. Nem Rubens Barrichello foi poupado, também tendo seu site oficial violado. O que eles ganham fazendo isso? Poder, fama e até dinheiro, no caso de uma invasão a uma conta bancária, por exemplo.
Muitos hackers são contratados por sites para que descubram vulnerabilidades que crackers poderão utilizar para invadir esses sites. Nesse caso, o hacker está realizando uma boa ação, pois está ajudando o site a se tornar mais seguro. O gosto pelo desafio e pela superação de seus próprios limites são duas características fundamentais aos melhores hackers. Mas algo no comportamento hacker que merece tanto destaque quanto, é o gosto por documentar e compartilhar a forma como ele conseguiu vencer um desafio e, consequentemente, permite que outras pessoas possam aprender com suas descobertas. É uma atitude que possui um desejo íntimo de construir um mundo a partir de uma inteligência coletiva.
Dessa forma, um hacker é também um contador de histórias, dos mitos e das magias que ele desvenda em sua maneira de se apropriar da tecnologia. Essa maneira de se apropriar da tecnologia é também uma forma essencialmente prática de encarar a vida: descobrir problemas, encontrar soluções, documentar processos e compartilhar de forma livre na rede com as outras pessoas.
Para ser um bom hacker, é preciso não ter medo de compartilhar o que se aprendeu, é preciso não ter receio de abrir informações, é preciso acreditar que a inteligência coletiva pode levar a construção de novas possibilidades de convivência e de experiência de mundo melhor do que a competição pura e simples permitiu até hoje.
Cyberbullying
O bullying se caracteriza pela exclusão e perseguição por parte de um grupo ou pessoa, seja de forma direta ou indireta, seja de forma física ou psicológica.
No universo da internet e dos ambientes virtuais, o cyberbullying se configura na perseguição, calúnia ou difamação de uma pessoa por outra em sites de relacionamento; no envio de e-mails de caráter ameaçador ou publicação de imagens que venham a humilhar ou constranger a pessoa envolvida; um boato maledicente etc. Algumas vezes, a pressão chega a ser tão grande que algumas pessoas chegam a acabar com a própria vida para se verem livres da perseguição. E os criminosos, se usando do sigilo das empresas pelo seus dados ou até mesmo do anonimato, se sentem livres para cometer seus atos e não terem o ônus da culpa.
Muito se discute hoje em dia sobre o assunto bullying e cyberbullying, mas não se chega numa conclusão concreta no que tange ao combate ou à erradicação de tal ato. O que se sugere é que se institua um código específico para tais atos, já que apenas o Código Penal não é suficiente para cobrir os chamados cybercrimes. Outra sugestão é que se tenha uma facilidade maior para quebrar sigilo de dados dos sites que hospedam os criminosos em questão, para que se possa responsabilizar os mesmos.
P2P: A tendência é compartilhar.
Compartilhamento. Esse é o princípio fundamental das redes peer-to-peer. Redes ponto-a-ponto são locais de troca de arquivos em que os usuários são ao mesmo tempo servidor e cliente, dependendo de quem solicita ou fornece o documento. Essa dupla identidade recebe no campo da informática o nome de “Servents”, um misto de servidor e cliente, que utiliza essa plataforma. As redes P2P são utilizadas no ambiente da internet e também em redes móveis “Ad Hoc”, que não possuem um nó ou terminal especial para o qual todas as comunicações convergem.
Os arquivos trocados através das redes P2P são de vários gêneros, mas o grande destaque fica para a indústria de entretenimento com as músicas em formato MP3 sendo as mais compartilhadas.Essa popularização da internet, gerou muita dor de cabeça às gravadoras e os direitos autorais foram ignorados.
O Napster, programa de compartilhamento de arquivos em rede peer-to-peer, criado há 11 anos por Shawn Fanning, que na época com 19 anos visava apenas compartilhar arquivos em formato MP3 com os seus amigos, causou muita confusão com a indústria musical. O brilhante jovem norte-americano não tinha noção de que sua criação iria mudar a forma de consumir, piratear e divulgar música. Diante do desgosto da indústria fonográfica, o Napster foi o primeiro a enfrentar a grande batalha judicial o qual teve como adversário a Banda Metallica. Entretanto, outras bandas como o Hadiohead mais recentemente, revelaram ser adeptos da divulgação de seu trabalho no formato MP3 em redes P2P e causaram muita polêmica pela atitude.
Um dos maiores benefícios das redes peer-to-peer nesse âmbito, foi o fato de artistas tornaram-se cada vez mais independentes das grandes gravadoras e maduros e criativos o suficiente a ponto de eles mesmos produzirem e divulgarem o seu trabalho. Ao mesmo tempo que a divulgação de material fonográfico pode não afetar as grandes bandas, os artistas iniciantes tendem a encontrar grandes obstáculos para se firmar.Por outro lado, a plataforma P2P atingiu os direitos autorais das gravadoras e foi o motivo do declínio de muitas.
Hoje, programas como o Emule, Kazza, Morpheus, Áudio Galaxy perderam espaço para sites de Torrents como o já censurado The Pirate Bay e sites que disponibilizam downloads como o 4Shared e Shareaza. No Brasil, a discussão demorou a chegar aos tribunais, mas teve sua primeira condenação pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. A ação foi movida contra a rede de compartilhamento P2P K-Lite. A empresa não disponibilizou o download de arquivos até instalar um filtro de proteção à obras com direitos autorais. Uma ação isolada que não freia o que acontece no mundo. As redes P2P se popularizaram e mudaram efetivamente o compartilhamento de arquivos entre os internautas e até promoveram o lucro para uns e o declínio para outros. Depois delas a indústria musical jamais foi a mesma.
Por Elisa Jacques
Cyberpunk
Cyberpunk
Bruce Bethke é conhecido como criador do termo "Cyberpunk", que apareceu pela primeira vez em seu conto de mesmo nome, publicado em 1980. Segundo ele, tentava criar um novo termo que carregasse a justaposição de atitudes punk e alta tecnologia. Mas quem deu verdadeiro sentido à palavra foi William Gibson com seu Neuromancer, em 1984. O livro praticamente define o gênero cyberpunk e introduz muitos dos conceitos usados hoje pra discutir a internet e o cyberespaço. Na época, Mike Swanwick argumentou que os escritores do movimento deveriam ser chamados de "neuromanticos", visto que muito do que eles faziam era claramente uma imitação do Neuromancer. Apesar disso, Gibson não deve receber o crédito sozinho. Muitos outros escritores deram contribuições válidas ao movimento. Até mesmo escritores anteriores à essa época, como Anthony Burgess (Laranja Mecânica), foram importantes antecedentes ao que se tornou conhecido como ficção cyberpunk. Bruce Sterling também ficou famoso pelo seu prefácio da coletânia de contos de ficção científica Mirrorshade que se tornou o manifesto oficial do Movimento Cybepunk.
O cyberpunk é um sub-gênero da ficção científica. Trata-se de uma visão obscura e pessimista do futuro, onde há um super desenvolvimento da tecnologia, a industrialização poluiu a terra até um estado quase inabitável, o abismo social é imenso, a violência aumentou espantosamente, a autoridade governamental é controlada por corporações multinacionais corruptas que se importam muito pouco com qualquer coisa que não seja seu lucro. Os heróis cyberpunk, nem sempre tão heróicos assim, vivem desesperadamente tentando melhorar a sociedade, diferente das outras pessoas, que vivem em um estado de aceitação e submissão silenciosa. Embora a luta desses heróis não seja aberta, e sim uma luta de cada dia, através do comportamento, de não aceitação das decisões que as corporações tomaram por eles.
O mais importante aspecto do cyberpunk, porém, é o cyberespaço. Um mundo onde computadores ligados em rede dominam todos os aspectos da vida cotidiana, onde muito da ação se ambienta virtualmente - a fronteira entre o real e o virtual fica embaçada -, e tudo é controlado pelas grandes corporações. Um ponto típico (mas não universal) do gênero é a ligação direta entre o cérebro humano e sistemas de computador, possibilitando a transferência de dados. A inteligência artificial e a presença de partes do corpo humano eletrônicas (cibernética) também estão presentes.
Além da literatura, a cultura cyberpunk também está presente no cinema. Blade Runner está para o cinema assim como Neuromancer está para a literatura. Exemplos dos inúmeros filmes deste gênero incluem Minority Report e a trilogia Matrix. O sucesso do cyberpunk também atingiu os video-games e RPGs.
O mundo cyberpunk pode parecer distante, mas frequentemente é visto como uma metáfora exagerada do que vivemos hoje em dia. O controle das corporações e multinacionais capitalistas sobre as pessoas, a corrupção nos governos, a alienação, a vigilância tecnológica, os "carros pensantes" nos mostram que a realidade cyberpunk não está tão distante de nós. Usamos controles remotos, relógios digitais, leitores a laser, cartões de plástico para guardar informações. E estaríamos com sérios problemas sem a eletricidade.
Sara Britoo problema da exclusão digital
As tecnologias de informação( TIC) representa uma realidade contemporânea e como tal, adquire uma importância inquestionável para os indivíduos em se adquirir um domínio e habilidade no seu uso. Sendo um reflexo da expansão das redes digitais, aqueles que ficaram à margem desse domínio são hoje os chamados excluídos digitais ou para outros idiomas são aqueles que sofrem da “brecha digital”.O acesso a informática e à internet no lar já é tomado como parâmetro na caracterização de um país desenvolvido e isso se deve ao fato de que são os países mais ricos os primeiros a terem contato com as novas tecnologias e estas são cada vez mais inseridas como instrumentos no mercado de trabalho, alargando as dificuldades já existentes na inserção dos excluídos sociais nesse mercado.Universalizar o conhecimento básico sobre o uso de computadores e informática é portanto um modo de proporcionar maior igualdade não só na obtenção de emprego mas de um nivelamento social. O Brasil iniciou sua inserção de uma maneira errada, privilegiando os fabricantes de computadores, e esse fato é alarmante considerando que o país já sofre de grande desigualdade social e uma exclusão digital de grande parte da população só tende a agravar esse quadro.
Entre os excluídos digitais se encontram quase sempre aqueles com renda e escolaridade menor, negros e mulheres. Representando, então, apenas um reflexo das desigualdades já presentes na sociedade e que tende a aumentar se essa inclusão digital não for efetivada.Por outro lado, é importante ressaltar que os excluídos não se caracterizam apenas por aqueles que não possuem computador e sim que não possuem habilidade para fazer um bom uso dos artifícios disponíveis, na qualidade do acesso (baixa ou alta velocidade) e no tempo disponível para este, tudo isso interfere na qualidade do uso e na capacitação do indivíduo como um incluído digital.
Para que o avanço da tecnologia não se torne um problema para a sociedade se faz necessário medidas efetivas na tentativa de resolver o problema ou impedir um crescimento desse quadro desigual presente na inserção do mundo digital. Entre essas medidas, a mais importante reside na rede escolar, já que é através dela que se tem acesso ao conjunto da população e às possibilidades de mudança social. É preciso, sobretudo, atribuir atenção maior na capacitação das pessoas em usar devidamente o computador, de forma a se fazer uma boa leitura das informações e na construção de uma consciência ou postura empenhada na transformação social e melhoria de vida, e não apenas investir na tecnologia e na obtenção e oferta das máquinas. A luta contra a exclusão digital deve visar uma diminuição dos efeitos negativos referentes a distribuição de riqueza e oportunidades.
Considerando a importância que essas novas tecnologias representam para a sociedade, economia, política e diversos outros setores, combater a exclusão digital torna-se um dever a ser cumprido. Seu significado abrange não somente promover mais igualdade, abrange também o fato de que o indivíduo que tem maior acesso ao conhecimento tem maior poder sobre sua vida e visão de mundo, abrange o fato de que a inserção da população nesse mundo digital muda por completo a “face” dessa sociedade. E retomar sempre a discussão sobre esse problema atual significa ajudar, atraindo a atenção pública para essa questão que precisa ser resolvida incontestavelmente.
BLOG
O Blog, ou Weblog, é talvez a ferramenta mais democrática de publicação de conteúdo. Isso porque qualquer pessoa que saiba manusear um teclado e acesse um computador pode manter um. Não é necessário conhecimento sobre sites, visto que os blogs são disponibilizados pelos servidores, bastando ao blogueiro (pessoa que mantém um blog) realizar um cadastro e enviar postagens. Além disso, não existe nenhum veículo de censura dos conteúdos postados.
É interessante notar que os blogs também ganharam um status de rede social, por possibilitar interação entre as pessoas. Blogueiro mantêm uma relação de blogs amigos e recomendados para seus visitantes. Além disso, um internauta que não possua um blog pode comentar, inclusive anonimamente, se o dono da página permitir.
São vários os motivos que levam uma pessoa a escrever um blog. Alguns escrevem sobre sua própria vida, mantendo o estigma de diário virtual; outros utilizam como veículo de informações de interesse para outras pessoas em ares específicas; ou até mesmo para a divulgação de produtos e empresas.
Uma contribuição inegável dos blogueiros, pelo menos alguns, é a atualização constante de informações sobre diversos temas. São muitos os blogs que adquiriram status de noticiários. Essa apropriação da tecnologia, que coloca nas mãos do público a possibilidade de pulverizar o controle sobre a produção de informação e notícias, enquadra-se no que se entende por small media, ou seja, uma nova dimensão no conjunto dos meios de comunicação diferente do mass media. Se a relação tradicional dos meios de comunicação de massa é de um emissor para um conjunto de inúmeors receptores, para o small media esta relação se aproxima muito mais da relação face a face, pelos simples fato dos emissores estarem próximos (pelo menos culturalmente) e muitas vezes interagindo(por vezes, quase que intimamente) com os receptores.
Apesar de ser uma ferramenta de mídia pessoal, alguns blogs se tornam tão conhecidos, que confundem-se com a grande mídiaAlém disso, ao ganhar fama, os blogs muitas vezes abrem espaço para as pessoas que os mantêm, tanto no plano profissional quanto no pessoal. Um grande exemplo disso é a Mari Moon. Mantendo uma página simples e pessoal, ela mostrou estilo e, graças a milhões de adolescentes que passaram a admirá-la, ganhou um programa na MTV. Em suma, tanto a aparência quanto o conteúdo de um blog podem ser modificados por qualquer leigo com conhecimentos básicos de utilização dos dispositivos de entrada do computador, assim ganhando a cara do blogueiro mantenedor. Blogs são ferramentas de marketing pessoal.
Micro-blogging
Mariana Nântua
OS VIRAIS
Luiz Filipe Freire
Pessoas que antes viviam no anonimato se tornaram verdadeiras celebridades depois que os vídeos em que aparecem fazendo algo inusitado caíram na rede. Susan Boyle, a mulher de meia idade que impressionou a todos, num show de calouros, com a sua belíssima voz, em 2009, é um dos mais recentes exemplos. A piauiense Stefhany, que teve um de seus videoclipes musicais amadores postado no YouTube, hoje já faz shows por todo o Brasil. Solange, conhecida como a gaga de Ilhéus, fez sucesso com seus vídeos; hoje, é contratada da Rede Record para atuar em programas humorísticos da emissora. E esses são poucos nomes da imensa lista de casos parecidos.
Entretanto, nem sempre a fama vem para os “protagonistas” de um vídeo de sucesso, pelo menos não da maneira como aconteceu com Susan Boyle, Stefhany e Solange. Isso porque esses indivíduos são dos mais diversos tipos, desde bebês dando risadas engraçadas até aventureiros que se arriscam em manobras radicais (e quase sempre caem). O que vale mesmo é a criatividade, aliada a um conteúdo de impacto, que chame a atenção, que leve os internautas a querer mostrar o vídeo para seus amigos, espalhando-o, assim, pela rede.
Mas, vale lembrar que o termo “virais” não só se enquadra para vídeos. De maneira geral, costuma-se chamar de viral tudo o que se espalha com facilidade pela Internet, como se de fato fosse um vírus. O vocábulo já diz tudo: “gera uma febre”, “contamina”. Existem, inclusive, estudos sobre o marketing viral, de forma que várias empresas têm investido na ideia de divulgar seus produtos dessa forma tão criativa, eficiente e gratuita. Ou seja, de uma forma ou de outra, o marketing viral está associado à divulgação de vídeos, o que nos leva a reconhecer que o termo é majoritariamente empregado nesse âmbito, mas sem esquecer de que o mesmo pode ter um sentido bem mais abrangente.
Outra característica bastante interessante de se analisar nesse tema é a questão da rapidez proporcionada pela Internet, fator essencial para que esses vídeos virais se espalhem com agilidade e, em pouco tempo, alcancem milhões de visualizações. Tal rapidez só é possível atrelada à existência das redes sociais, que, como verdadeiras teias de aranha, interligam o mundo todo e fazem de um vídeo um grande sucesso. É importante ressaltar, a partir disso, que há virais que viram “febre” de acordo com certos limites geográficos, devido a diferenças culturais, da língua, etc. Um vídeo de Solange (“a gaga de Ilhéus”), por exemplo, não faz o menor sentido para alguém que mora fora do Brasil e não sabe português, visto que o humor da gravação consiste justamente no quanto a personagem se atrapalha ao falar diversas palavras da Língua Portuguesa. Já o famoso vídeo de Susan Boyle se revelando como intérprete musical, através de recursos como legendas para quem não entende inglês, teve inteiras condições de se difundir pelo mundo e de se consagrar como sucesso na rede.
Portanto, é interessante que o fenômeno que ocorre em torno dos virais seja entendido e observado mais de perto, afinal, é uma realidade difícil de ser ignorada por quem vive conectado à Internet. Vez ou outra surge um novo vídeo engraçado ou, no mínimo, interessante de alguma outra forma, e que merece que percamos alguns poucos minutos vendo seu conteúdo. É bem verdade que não tem como saber se um determinado vídeo vai se tornar “febre” na Internet. É algo que simplesmente acontece a partir de “ingredientes” que ainda estão sendo estudados, apesar de já sabermos alguns, como a criatividade. Mas, uma coisa é certa: basta ser algo diferente de quase tudo o que as pessoas já viram na vida, seja na TV ou na própria Internet.
Abaixo, um vídeo sobre o tema.
Capital Social/ Whuffie
Tudo está bem arraigado agora, mas ainda é difícil enxergamos a aplicação dessas definições em nossa realidade. No mundo virtual tudo parece mais fácil. Todos esses conceitos se transferiram para as redes sociais, e sem dúvida, bem mais postos em prática, fizeram bem mais sucesso. A internet é um espaço mágico que tem uma capacidade única de aproximar as pessoas. A interação é feita na base de mensagens online em sites como Orkut, Twitter, Facebook, Messenger e os famosíssimos Blogs; e a rapidez com que tudo acontece é desconcertante. Em frações de segundos um indivíduo pode se tornar ‘amigo’ de dezenas de pessoas e a intimidade entre ambos é adquirida na mesma velocidade. No mundo virtual as aplicações de capital social alcançam patamares absurdos. A complexidade dessas redes de relacionamento e interatividade é tanta, que o conceito de capital social foi sobreposto por outro que, segundo Cris Dias (autor do cap. ‘Capital Social/ Whuffie’ no livro ‘Para entender a internet’), “é muito mais sexy”. O termo Whuffie foi designado para representar o lucro que se adquire através da interação social no mundo virtual. Ele deixa de se restringir apenas ao capital social conquistado pelo internauta freqüentador das redes sociais, e passa a ser uma composição da reputação, das conexões, das realizações, da influência e da relevância de suas exibições. Recebem Whuffies (ganham mais reputação e destaque) aqueles que têm nas redes perfis atrativos, aqueles que realizam boas ações, conversam sobre diversos assuntos com todos, têm fotos super produzidas; enfim aqueles que ganham notoriedade por alguma performance no mundo virtual e deixam de ser mais um para se tornar ‘ o cara’ . Tornam-se pessoas admiradas, com seguidores por todas as redes, têm muitas vezes sua fama estendida para o mundo real e ganham dinheiro vivo com isso. É como se as pessoas se tornassem marcas e o retorno para sua aparição fosse mais aparição. Seus estilos são almejados e formam uma economia virtual onde a moeda da boa reputação leva qualquer um à posição de famoso. É uma chance única de se tornar celebridade e descobrir que no fundo somos todos comuns, iguais uns aos outros.
Cultura do Remix
Os samplers surgiram. Ofereceram a possibilidade de transformar as músicas, tornando-as mais eletrônicas, jazzísticas ou clássicas. Cada composição, então, poderia se transformar em um fragmento, passível de manipulação por um DJ – vale ressaltar que, historicamente, o procedimento surgiu nos subúrbios das grandes cidades norte-americanos, como Detroit, em festas de hip hop.
A partir de então, o ato de apropriar produções culturais e de dar a elas novo tratamento passou a assumir um sentindo mais generalizado. Conforme Marcus Bastos, em seu ensaio “Cultura da Reciclagem”, “(...)o scanner pode ser usado como um sampler de imagens, o OCR como um sampler de textos, o bloco de notas como um sampler de código-fonte(...)”. Seguindo uma ideia mais sintonizada com a globalização da contemporaneidade, o ser humano, juntamente com todas as novas mídias digitais, é um sampler ambulante. Ele tem, em mãos, todo o material necessário para (re) formular, fabricar, criar, inventar...
No passado, o que era compartimentado e cartesiano, hoje se interliga. Antes, cinema era só cinema, dinheiro era só dinheiro, ciência era só ciência e religião era só religião. As áreas do conhecimento humano pareciam não se ligar, assim como a divisão em seções de bibliotecas não mostram a extrema fusão existente entre os mais variados assuntos. Hoje, o cinema está para o dinheiro assim como a ciência está para a religião: enlaçados em uma relação de amor e ódio.
Pode-se falar, agora, da cultura do remix vivida pelo homem global. Ao contrário da antiga crença de que a globalização criaria um padrão único de vida, a liberdade de criação possuída pelo ser humano, depois do surgimento das novas mídias, mostra justamente o contrário. As músicas são recriadas e influenciadas, agora, pela literatura e pelo cinema; o aquecimento global atinge a moda; a comida pode ser material de arte, como se vê na obra do artista plástico brasileiro Vik Muniz. Um exemplo utilizado por Marcus Bastos para confirmar a sua tese de que a liberdade de criação está cada vez maior é o de Rick Silva, que mistura no disco conceitual Networked Voices, remix da homenagem de Terry Southern a Luis Buñuel, referências da literatura e da música pop.
Apesar da idéia difundida de que o ser humano tem se tornado mais individualista no mundo contemporâneo, a produção cultural tem abrangido uma áurea bastante universal. Hoje, o conhecimento parece ser de todos, pois ele é passível de constante apropriação e reformulação. Se o século 20 está marcado pela fortificação do conceito de autoria, com o surgimento das máquinas fotográficas e dos gravadores de som que possuem o encargo de registrar, o século 21 quebra as fronteiras anteriormente criadas. As regras dos tempos atuais são: expor, distribuir e trocar, assim como acontece nos remix.
Bárbara Buril
Privacidade na Rede
Apresentação em PowerPoint:
Texto:
PRIVACIDADE NA REDE
Em meados do século XX, o pesquisador do MIT, Joseph Carl Licklider, desenvolveu as bases do que hoje conhecemos como Internet. Ao longo dos anos, as ferramentas de comunicação em rede foram surgindo e se desenvolvendo: e-mails, websites, blogs, sites de relacionamento, chats, e etc.. No entanto, acompanhando este desenvolvimento tecnológico, surgiram outros problemas e indagações, sendo a questão da privacidade o centro das discussões. Privacidade se caracteriza como “vida privada, particular, íntima” (HOUAISS, 2001). No entanto, o direito ao exercício da privacidade torna-se um pouco mais difícil num ambiente onde “as informações são facilmente coletadas, a comunicação é instantânea, e a divulgação dos dados é fácil, rápida e de grande alcance” (CRONAZZANI, TRUZZI E MIRANDA).
Mesmo com tantos empecilhos – que não dizem respeito somente à questão da privacidade – o uso da internet e das redes sociais foi se tornando cada vez mais público e popular. A grande demanda por informação encontrou, no novo universo digitalizado, um grande aliado: um local onde todos os tipos de dados são facilmente adquiridos, correlacionados e transmitidos a uma gigantesca sociedade em rede. Um tipo de transmissão de dados, utilizados, tanto na área comercial – clientes -, quanto na área social – sites de relacionamento – é o cadastramento, com finalidade de construção de perfis online. Eles vêm se tornando uma prática corriqueira, porém igualmente perigosa. A criação desses perfis privados, sendo através de formulários, cookies, cadastramentos em sites diversos, etc., pode trazer muitos perigos. A coleta e o cruzamentos dessas variadas informações pessoais, chamados PII (Personally Identifiable Information), possibilitam aos hackers (ou “crackers”*) a construção de perfis completos sobre determinado indivíduo, detendo o conhecimento, dessa forma, de como invadir o sistema destes. Segundo Demócrito Filho: “(...) se, por um lado, a coleta de informações pessoais pode favorecer negócios facilitar decisões governamentais ou mesmo melhorar a qualidade de vida material da sociedade como um todo, outros valores necessitam ser considerados à luz da privacidade individual.”
O recolhimento e a utilização de dados pessoais de outrem sem a devida autorização deste é apenas uma das formas ilícitas de se utilizar das ferramentas disponíveis pela rede. Outra prática que igualmente se configura como censurável, é o envio de vírus e softwares, por email, por exemplo, que danificam e/ou coletam informações presentes no computador remetente. Apesar de todas essas armadilhas digitais, já existem métodos de proteção. Segundo a Constituição Federal, artigo 5º, inciso X:
Art. 5º - Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros
[...]
X- são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano
[...]
Não só por constituição, mas através de mecanismos digitais, existem formas de se proteger: tecnologias mais acessíveis, como os firewalls, anti-vírus, anti-spywears, e outras como, criptografia e biometria.
A privacidade é algo que, por lei ou por moral, deve ser respeitada. É um direito inalienável. No entanto, e necessário ter a consciência de que o que é posto na internet, é posto para o mundo. Já existem mecanismos – mesmo dentro de sites de relacionamentos – que restringem o público a ter acesso a determinada informação pessoal. No entanto é preciso conhecê-los e deles se fazer uso. Há, sim, uma responsabilidade por parte do Estado Maior em garantir o seu direito legal à privacidade. Mas, o primeiro passo deve partir de cada um, de cada usuário da rede, em reconhecer a internet como um meio social e acessível, como um local que, muitas vezes, quebra as barreiras entre o público e o privado, tomando como informação, qualquer informação.
* Indivíduos que utilizam conhecimentos informáticos para a “quebra” (cracking) ou invasão de um sistema informático, com finalidades fraudulentas(CRONAZZANI, TRUZZI E MIRANDA).
LIMA, Alessandro Barbosa. Privacidade. In: SPYER, Juliano (Org.). Para entender a Internet: noções, prática e desafios da comunicação em rede. 2009. 85 p.
CORNAZZANI, Fábio Augusto; LIMA, Gisele Truzzi; MIRANDA, Rodrigo Barros. Privacidade e Internet.
Cauda Longa
Para se entender minimamente o que significa Cauda Longa, deve-se, primeiramente, fazer uma viagem no tempo até a metade do século XIX. Lá, teve início uma prática da economia industrial na qual um modelo de um produto era criado e, a partir daquele protótipo, vários outros iguais a ele seriam confeccionados. Uma cadeira, por exemplo, era criada e iria servir de molde, de modelo para a construção de outras cadeiras idênticas a ela. Esse sistema, chamado de Mercado de Massa, perdura até a atualidade, porém apresenta alguns problemas como o alto custo o qual a criação de um modelo e a distribuição de suas cópias possuem, o que se reflete no alto valor do produto ao chegar na mão do consumidor. Como uma grande quantia financeira precisa ser investida para que um objeto desse fique pronto, a sua produção só será vantajosa se muitas pessoas o comprarem, do contrário, fabricá-lo representará um prejuízo.
Desta forma, aquelas mercadorias que são mais procuradas pelos consumidores são também as mais produzidas e as que dão mais lucro. Elas são chamadas de hits e, se um cachorro for imaginado, estariam na cabeça desse animal. Quanto mais longe da cabeça do cão, e mais próximo da cauda, um produto desejado por um consumidor estiver, ou seja, quanto menos popular aquela mercadoria for, mais cara sairá para o comprador, pois ela continua tendo um alto custo de produção, mas poucas pessoas querem a adquirir.
É exatamente aí que a Internet entra e modifica todo o cenário do Mercado de Massa e da Indústria Cultura o qual vem sendo mantido a mais há 150 anos. A rede mundial de computadores diminui drasticamente os custos tanto da produção de um modelo do produto, quanto da distribuição de suas cópias. Assim, não mais interessa se uma mercadoria é um hit ou um não hit, porque ela sempre terá praticamente o mesmo baixo valor investido na sua produção e distribuição. Logo, aquele comprador que quiser ter um produto menos convencional não precisará mais pagar muito caro.
Contudo, em uma recente matéria da revista INFO, a locadora norte-americana de filmes digitais Netflix afirmou que a teoria da Cauda Longa não funcionou tão bem com ela. Segundo a reportagem, os filmes considerados hits continuaram sendo os mais vendidos e os títulos “obscuros” não se configuraram frequentemente como uma opção para os consumidores. A explicação para esse acontecimento pode estar em um fato que ocorre bastante na maioria das lojas: os produtos mais vendidos são os mais exibidos e, por serem os mais mostrados, acabam sendo os mais procurados. Esse ciclo vicioso provavelmente está presente na locadora.
A Cauda Longa é um fenômeno relativamente novo e precisa ser estudado. Isso porque ele não só representa uma das várias revoluções provocadas pela Internet, mas também significa a possibilidade de haver uma diminuição da promoção viciante e alienante de certos produtos os quais se encontram em alta no mercado de hoje.
Fotografia digital
De certa maneira, o princípio fotográfico existe desde que a arte da pintura procurou se aproximar da realidade. Porém, antes disso, na Idade Média, o estudo sobre a óptica se desenvolvera, dando espaço para que, no século XIX, materiais fotossensíveis viessem a ser utilizados. Já no século XX, com a digitalização da fotografia, os recursos de revelação tornaram-se mais práticos e, em longo prazo, mais econômicos. Além disso, jornalistas e profissionais da área, adquiriram cada vez mais liberdade para editar esse tipo de texto, através de recursos do photoshop, pondo em discussão as questões éticas acerca da manipulação da imagem.
A primeira tentativa de lançar uma câmera digital comercial, teve início na década de 90, com o modelo DCS 100, da Kodak, primeira com resolução 1.3 megapixels. E, embora fosse um equipamento bastante moderno, seu custo impediu o uso na área jornalística. Entretanto, anos mais tarde, com o advento da banda larga, a inserção desse tipo de fotografia se populariza, atendendo, por sua vez, a uma demanda de uploads e downloads, facilitada pela democratização do acesso.
Ainda como registro da memória, a arte fotográfica adquire cada vez mais importância em termos de lazer. A verificação e a correção imediata da imagem, agregada a ajustes de luminosidade e resolução, aparece com sua importância a partir das máquinas de revelação instantânea, a exemplo da Polaroid. Foi, assim, através dessas observações, que o sistema digital buscou o aprimoramento.
Atualmente, empresas de telecomunicações, sabendo da inclusão social, e da participação de fotos enviadas por amadores ao meio jornalístico, já apresentam recursos mais práticos. A junção da Polaroid com o modelo digital é uma das propostas da Nokia. Igualmente, microcâmeras, palms, Iphones e smartphones fazem parte desses avanços tecnológicos, com destaque para o último, o qual se popularizou no meio empresarial. Portanto, não é à toa que a fotografia digital ganha cada vez mais espaço na mídia e que a mídia adquire cada vez mais espaço através das redes sociais, como flickr, facebook, dentre outras, cujo foco é a divulgação de imagens.
Jornalismo Colaborativo.
Jornalismo Colaborativo.
O termo “Jornalismo Colaborativo”, ou ainda, “Citizen Journalism (Jornalismo Cidadão)”, “Networked Journalism (Jornalismo em rede)”, “Grassroots Journalism (Jornalismo de Raiz)”, “Jornalismo Amador”, Jornalismo Participativo” ou “Jornalismo Open Source”, remete ao fato de um conteúdo ser produzido por cidadãos os quais não possuem uma formação jornalística. Quaisquer indivíduos possuem o livre arbítrio de produzir uma matéria e, com a colaboração de um profissional, ou não, publicá-la.
Nessa prática, a estrutura da matéria é modificada. O uso da primeira pessoa, por exemplo, é admitido; enquanto que, no jornalismo tradicional, isso seria visivelmente proibido.
Há inúmeras pessoas as quais confundem o Jornalismo Cidadão com o Jornalismo Cívico. Este é feito por profissionais formados e é voltado para a cobertura jornalística dos veículos de impressa com foco no cidadão.
Por ser um aplicativo recente, muitas empresas ainda relutam e têm dúvidas sobre como fazer uso desse artifício. Todavia, grandes portais brasileiros de notícia já utilizam informações, fotos e textos de internautas que fazem esse papel colaborativo.
Quem pratica esse “Novo Jornalismo”, obviamente o defende com fervor. Relata que é uma forma de democratizar a informação, pois qualquer indivíduo teria a permissão de colaborar com a formação da notícia. Ademais, moradores de pequenas comunidades buscam jornais locais que relatam assuntos de um cotidiano mais restrito, portanto, nada seria mais realista, na opinião de alguns, se as próprias pessoas que residem na região elaborassem as matérias destes veículos de circulação.
Num artigo publicado em 2003, pela Online Journalism Review, J.D. Lasica classifica a mídia do Jornalismo Cidadão em seis tipos:
- participação do público através de comentários no rodapé das matérias, blogs de colunistas que aceitam comentários, uso de fotos e filmagens feitas por leitores, ou matérias escritas localmente por moradores de comunidades;
- websites jornalísticos independentes (como o Drudge Report);
- websites de notícias totalmente alimentados por usuários (OhMyNews, WikiNews);'
- websites de mídia colaborativa e contribuitiva (Slashdot, Kuro5hin);'
- outros tipos de "mídia magra" (listas de discussão, boletins por correio eletrônico);
- websites de transmissão pessoal (podcasting de áudio e vídeo, blogs, fotologs.
No Brasil, diversos jornais e veículos de mídia tradicionais já fazem uso desse aplicativo e recebem contribuições do público para comporem suas colunas. O pioneiro dessa inocação foi o portal iG, com a seção Leitor-Repórter, criada em 2000 e, posteriormente, extinta. Todavia, para a maior parte dos teóricos, esse não é, um real exemplo de Jornalismo Cidadão, mas sim, apenas um aproveitamento comercial do material gerado por leitores.
Sabe-se que, em junho de 2009, foi criada uma lei a qual não exigia mais a obrigatoriedade do diploma universitário no curso de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo para o exercício da profissão. No entanto, é evidente que as técnicas necessárias para a composição de um texto são de extrema importância para um profissional da área. Dessa forma, uma graduação, e consequentemente, o recebimento do diploma, garantem, significativamente, a aptidão de um indivíduo no que se refere à publicação de matérias num jornal e/ou revistas.
Assim, torna-se evidente que o Jornalismo Colaborativo, como já diz o próprio nome, deve ser encarado apenas como uma colaboração de um indivíduo sem formação no curso de Jornalismo. O real profissional, então, poderá recolher as informações arrecadadas por esse cidadão e, a partir do momento que a veracidade dos fatos fosse checada, a matéria poderia ser publicada.
Jornalismo Colaborativo (slide):